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terça-feira, 24 de agosto de 2010

Breve História da Captação de Recursos Internacionais no Brasil



As grandes mudanças políticas e culturais dos anos 70 também ocorreram no mundo do Terceiro Setor. Da mesma forma que houve o surgimento de um novo movimento sindical nesse período, também tivemos o aparecimento de um novo tipo de organização não-governamental no Brasil.


Até então, predominava o trabalho centrado principalmente na assistência às populações marginalizadas. Realizado muitas vezes por grupos religiosos, visavam suprir as lacunas deixadas pelo setor público na prestação de serviços à sociedade.

As ONGs surgidas durante a ditadura militar de 1964 a 1985 passaram a focar a organização e o empoderamento da sociedade civil por meio da execução de projetos e programas com temas relacionados à educação popular e conscientização política, à diminuição das desigualdades sociais, à defesa dos direitos humanos e dos grupos discriminados. Para essa mudança foi fundamental não só o financiamento propiciado por entidades norte-americanas e européias como igualmente a transferência de tecnologia social às colegas brasileiras.

A FES (Fundação Friedrich Ebert Stiftung) – que em abril passado completou 30 anos de atuação no Brasil, a CIDA (Agência Canadense para o Desenvolvimento Internacional - representante do governo canadense), a InterAmerican Foundation (representante do governo estadunidense), a GTZ (representante do governo Alemão) e a USAID foram alguns dos principais financiadores no estabelecimento desse novo relacionamento e construção da prática renovada do Terceiro Setor em nosso país. Houve também apoio de setores progressistas da Igreja Católica, seja por meio de intervenções diretas ou de outras organizações.

Tivemos assim, o início de uma segunda fase no desenvolvimento do Terceiro Setor brasileiro que passou da atuação baseada na lógica assistencial do setor público para a lógica dos novos apoiadores internacionais que é o fortalecimento da sociedade civil.

Amanhã falaremos um pouco sobre o que os financiadores exigem hoje para a captação de recursos internacionais! Não perca!

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